quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O Natal, O Culto e a Fé Reformada

por

Paulo R.B. Anglada

Ler Deuteronômio 4:1-2 e 12:32; Romanos 12:2; Marcos 7:7-9 e 13; Gálatas 4:8-11 e 5:1; e Colossenses 2:8,16 e 23.


Introdução


O Natal é uma festividade religiosa na qual boa parte da cristandade comemora o nascimento de Cristo. Além do dia de Natal, a festa da natividade, diversos outros dias do calendário eclesiástico, conhecidos como dias santos (holidays), foram separados pela igreja cristã medieval para comemorar eventos da vida de Jesus e da igreja. As festas mais geralmente aceitas são: a festa da Epifania (dia dos Reis), festejada no dia seis de janeiro, em comemoração à manifestação de Jesus aos três magos orientais (Mt 2:1-12); a Quaresma (46 dias entre a quarta-feira de cinzas e a Páscoa), relembrando a tentação de Jesus no deserto (Mt 4:1-11; Lc 4:1-12); a Páscoa, celebrada entre 22 de março e 25 de abril, comemorando a ressurreição de Jesus (Mc 16:1-8); a quinta-feira da ascensão, comemorada no quadragésimo dia após a Páscoa (At 1:9-10); e o dia de Pentecostes, celebrando a descida do Espírito Santo (At 2:1-11).[1]
Os católicos comemoram o Natal com uma missa — daí o nome em inglês Christmas (Christ + mass).[2] A maioria dos protestantes absorveu esta tradição católica, comemorando o Natal com um culto realizado na véspera ou no próprio dia de Natal, o culto de Natal. Muitas tradições foram sendo absorvidas por esta festividade, vindo a se constituir parte importante na sua comemoração. Exemplo: a ceia, a troca de presentes, o Papai Noel, a árvore de Natal, a montagem de presépios, encenações, decorações, músicas natalinas, etc.
A comemoração do Natal tornou-se, sem dúvida, uma tradição profundamente enraizada, não somente nas civilizações ocidentais, como até mesmo em alguns países orientais. Todos apreciamos as decorações, o feriado, os presentes e as comidas do Natal. É inegável que a época tem um certo charme, um clima especial, que chegou a ser personalizado no assim chamado espírito do Natal.
Provavelmente, a maioria de nós concordaria que as comemorações natalinas estão se corrompendo vez mais. Certamente muitos entre nós desaprovam os excessos típicos desta comemoração: a glutonaria, a bebedice, o consumismo desenfreado, etc. Mas devemos confessar que quase não podemos conceber a vida sem o Natal, sem as comemorações do Natal, sem a ceia do Natal, sem a árvore do Natal, sem os presentes do Natal, e, especialmente para alguns, sem o culto do Natal. Tão importante é o Natal para a cristandade ocidental em geral, que talvez não haja exagero em afirmar que, para a maioria de nós, a vida perderia parte da sua graça, sem as comemorações natalinas.
Por tudo o que foi dito, eu reconheço que me aventuro numa empreitada difícil. Meu propósito, com este estudo, é avaliar a legitimidade do Natal, do ponto de vista da fé reformada. Para isso, eu me proponho a investigar: 1) sua origem, 2) suas instituições, 3) o ensino bíblico sobre o assunto, 4) a posição reformada histórica com relação à sua prática; e 5) a considerar algumas implicações práticas das conclusões deste estudo para nós, como igreja e indivíduos.

ORIGEM DO NATAL

Não Bíblica nem na Igreja Primitiva

No Antigo Testamento, diversas festas ou cerimônias anuais foram instituídas por Deus, em comemoração a eventos importantes na história do povo de Israel, tais como a Páscoa, a Festa dos Pães Asmos, a Festa de Pentecostes, e a Festa dos Tabernáculos. Todas estas festividades eram tipológicas. Elas faziam parte da lei cerimonial judaica, e foram cumpridas em Cristo; sendo, portanto, abolidas na nova dispensação — com exceção da Páscoa, que foi transformada na ceia do Senhor.
Na dispensação da graça, entretanto, nenhuma festa comemorativa foi mantida ou instituída, exceto a ceia do Senhor. Não existe texto algum no Novo Testamento, instituindo a comemoração do nascimento de Cristo; como há com relação à sua morte e ressurreição: a ceia. Na verdade, embora o nascimento de Cristo seja um fato histórico inegável, não há como determinar o dia, o mês, ou mesmo o ano em que o fato ocorreu.
O Novo Testamento registra apenas que a ressurreição de Jesus foi no primeiro dia da semana (cf. Mt 28:1; Jo 20:1), também chamado de dia do Senhor (ver Ap 1:10), o domingo (de Domini), dia em que a igreja primitiva costumava reunir-se para adoração pública a Deus (ver At 20:7 e 1 Co 16:2).
Também não há nenhum registro na igreja primitiva, anterior ao terceiro século, da comemoração da natividade de Cristo[3], assim como não há registro, neste período, de comemoração dos demais dias santos mencionados acima. A Enciclopédia Católica reconhece que “o Natal não estava entre as festas mais antigas da Igreja,” visto que “Irineu e Tertuliano a omitem nas suas listas de festas”[4].

Origem Pagã

Qual é, então, a origem da festa natalina? As evidências históricas apontam para as festividades pagãs em comemoração ao nascimento do Sol Invictus (Sol Inconquistável), o triunfo do sol sobre as trevas, que marcava o solstício, isto é, o início do fim do inverno no hemisfério norte.
Muitos povos antigos adoravam o sol. Porque acreditavam que o inverno diminuía o poder divino do sol, permitindo a manifestação dos poderes das trevas, eles comemoravam o solstício, quando os dias começam a ficar mais longos. As festividades deste período davam boas vindas ao retorno do sol acendendo-se velas e fogueiras para fortalecê-lo e expulsar o inverno.
Antes que houvesse qualquer celebração natalina cristã, já era comemorado na Escandinávia, no mesmo período, a grande festa de Yule, celebrando o nascimento do sol de inverno. Nos países de fala latina, havia, entre 17 e 24 de dezembro, as festividades conhecidas como Saturnalia — um culto ao deus Saturno, da agricultura, que encerrava-se com um feriado no dia 25. Outras festividades populares em comemoração ao deus Sol eram realizadas no mesmo período, algumas no próprio dia 25 de dezembro, como é o caso do culto a Attis, introduzido no império romano, proveniente da Frígia.[5] Segundo uma das tradições pagãs relacionadas ao solstício, uma tora de madeira era lançada ao fogo ao cair do sol do dia 24 de dezembro, a qual reencarnava na manhã seguinte em um nova árvore.

Instituição na Igreja Cristã

Não podendo erradicar estas comemorações pagãs, a cristandade as absorveu, aplicando-as à encarnação de Cristo. Assim, começou a ser praticada a festa da natividade, algum tempo antes de 336, vindo a ser oficialmente instituída, de acordo com Usener, no ano de 353 ou 354, pelo Papa Liberius (352-366),[6] sendo escolhida a data de 25 de dezembro, com vistas a substituir as comemorações pagãs mencionadas, realizadas nesse período e suprir uma lacuna inadmissível no calendário eclesiástico da época. “Temos uma Missa para cada santo, mas não há uma Missa para Cristo,” teria dito Liberius, decretando a missa da natividade de Cristo.[7]
Eis o que diz a Enciclopédia Delta Larousse, no artigo sobre o Natal:
A comemoração da data do nascimento de Jesus, no dia 25 de dezembro não obedece, como se poderia crer, a uma indicação precisa contida nos Evangelhos. Tal indicação não se encontra no Novo Testamento, sendo pois arbitrária a data da festa máxima da cristandade. Várias tem sido as suposições sobre a razão de tal escolha. A festa do solstício, consagrada ao sol na Roma pagã, celebrava-se a 25 de dezembro. Nos primeiros tempos do cristianismo, substituíram-se as festas pagãs, pelas comemorações da nova religião.[8]
A prática de assimilação de ritos pagãos tem sido, de fato, prática comum da Igreja Católica. A cristianização forçada de alguns povos, tem resultado em sincretismos religiosos comuns à igreja romana. No Brasil mesmo, as divindades e festividades africanas e populares são admitidas e até mesmo encorajadas pela igreja católica.

Conclusão

Não há precisão quanto aos detalhes das tradições mencionadas. É verdade também, por outro lado, que os evangélicos não comemoram o Natal com o sentido pagão original. Contudo, somos obrigados a admitir, com base na sua origem e instituição, que a comemoração do Natal não é prática bíblica. É, sim, uma festividade de origem pagã, revestida de roupagem cristã, decorrente da tendência sincretista típica da Igreja de Roma.

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Sobre o autor: O Rev. Paulo Anglada é ministro presbiteriano há mais de 25 anos e conhecido pregador brasileiro. Sua formação teológica inclui um bacharelado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Recife/PE), mestrado em Teologia pela Potchefstroom University (África do Sul) e doutorado em Ministério pelo Westminster Theological Seminary (EUA). Além de pastor há vários anos da Igreja Presbiteriana Central do Pará, o Rev. Anglada tem atuado no ensino de diversas disciplinas em seminários nacionais e internacionais, nas áreas de Grego Bíblico, Hermenêutica, Manuscritologia, Novo Testamento, Teologia Sistemática e Pregação. Ele é ainda presidente da Associação Reformada Palavra da Verdade e vice-presidente da Junta de Educação Teológica do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Além de diversos livros, o Rev. Anglada é autor também de diversos artigos em obras coletivas e revistas teológicas.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Depravação Total: O Efeito Do Pecado No Homem


O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. A criatura mais sublime do Criador foi coroada com atributos, capacidades, volição, sentimentos e intelectualidade que refletem o ser de Deus. A ele foi conferida uma liberdade tal que chamamos de livre arbítrio. Antes da queda, o homem tinha total liberdade para dominar sobre as demais criaturas, gerenciar e usufruir das coisas criadas. Essa liberdade (livre arbítrio) lhe garantia, também, dominar seus sentimentos, aptidões e vontades. Seus desejos, pensamentos, palavras e ações eram completamente puros e por isso ele desfrutava de um relacionamento direto e estreito com Deus, de modo que tudo isso satisfazia a vontade divina.

O livre arbítrio do homem lhe permitia agir livremente de acordo com a sua própria vontade e determinação. Contudo, Deus lhe traçou consoante essa liberdade que lhe dera uma única restrição: não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no meio do jardim (Gn 2.16,17). Dessa obediência dependia a liberdade humana (livre arbítrio). Para continuar sendo um ser totalmente livre no seu agir e na sua vontade, o homem precisava cumprir essa ordenança divina, a qual chamamos Pacto de Obras. Tendo quebrado o pacto que Deus firmara com ele, o homem caiu da Graça e deixou de ser totalmente livre em suas ações, volição e intelecto para tornar-se escravo do pecado (Jo 8.34). A essa queda, a Teologia Reformada denomina de Depravação Total, porém esse termo é muito mal compreendido, seja pelos pelagianos que não aceitam a doutrina do pecado original, seja pelos semi-pelagianos e arminianos que insistem que restou no homem um pouco de bem depois da queda e acham que esse termo soa demasiadamente desagradável, ou até mesmo pelos próprios reformados para quem a doutrina ficou clara.

Quando afirmamos que o ser humano é totalmente depravado em seu ser, não estamos dizendo que os homens são tão ruins o quanto poderiam ser e o mais possivelmente imprestáveis. Dizer isso seria uma incoerência bíblico-teológica e uma negação das doutrinas da Graça e da imagem e semelhança de Deus. A Graça comum de Deus está sobre todos os homens e conforme ela, Deus faz com eles ajam muitas vezes positivamente, ou seja, fazendo coisas boas e refletindo a sua imagem e semelhança.

A depravação total consiste em dizer que após a queda, o pecado entrou no homem de modo que todos os atributos e faculdades humanos tornaram-se corrompidos (Rm 5.12). O salmista expressa categoricamente esse estado de corrupção do gênero humano dizendo: “Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.” (Sl 38.3, ARA). O homem tornou-se tão corrompido que nem mesmo suas boas ações podem está isentas da contaminação e influência do pecado, que o profeta Isaías diz: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo de imundícia... (Is 64.6, ARA) e o sábio Jó, sobre o homem, afirma claramente: “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!”(Jó 14.4, ARA).

Portanto, com o advento do pecado pela própria voluntariedade do homem (Adão), este não apenas passou a ser mortal e depravado em todo o seu ser, como também transmitiu a corrupção e a morte a toda humanidade (Sl 51.5; Rm 5.12). Essa corrupção total do gênero humano afetou aquela liberdade, chamada de livre arbítrio que ele possuía antes da queda, de tal maneira que o fez escravo do seu pecado. O homem não pode mais deixar de ser pecador, seu livre arbítrio agora se tornou escravo arbítrio, sua liberdade total, passou a ser uma livre agência. Isso significa dizer que não há nada que o homem faça agora, mesmo de acordo com sua livre vontade e voluntariedade que não esteja eivado pelo seu pecado. Dessa forma, ele só pode ser salvo e agradar perfeitamente a Deus através dos méritos, da obediência e do sacrifício vicário de Cristo.

 

Autor: Antonivaldo de Jesus Silva 

 

 

 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Teologia do Pacto



A Promessa de Deus de salvar e redimir um povo para si deve ser entendida como revelada ao longo da história, de forma progressiva até atingir seu clímax na crucificação de Cristo ao exclamar: 'está tudo consumado.' Não são várias promessas como se  as primeiras falhassem e uma nova tivesse que ser feita, mas uma única promessa (Gn 3.15) anunciada e repetida diversas vezes e de diferentes formas; na aliança com Abrão com a promessa de um descendente e de uma terra e ainda incluindo uma bênção a todas as nações; na aliança mosaica e na aliança davídica pela promessa de um descendente cujo reino não terá fim (2Sm 7.16).

O entendimento de Paulo é que a aliança é o plano unificado de Deus anunciado desde os tempos antigos e cumprido até os últimos dias (At 26.6-8).

A Bíblia revela o plano singular da mente e da vontade de Deus, ao invés de planos e vontades diferentes de Deus. Conforme o pensamento paulino em Rm 15.8,9 compreendemos que judeus e gentios são beneficiários da mesma Promessa. Daí se segue a impossibilidade de haver um intervalo no trato de Deus com Israel abrindo uma oportunidade para os gentios (igreja /outro povo).

A Teologia da Aliança oferece uma interpretação segura e sólida do plano de Deus como revelado na Escritura, ela nos mostra de forma clara o propósito de Deus (criação-redenção-consumação). Esse plano é um único e coeso plano. Não podemos fragmentar o plano de Deus como se Deus tivesse uma mente finita e inconstante como a dos humanos, por isso Deus não pode ter dois povos nem dois planos, pois devemos partir do pressuposto de que o plano de Deus nasce na eternidade e não no (Κρόνος) cronos, à medida que os homens vão colaborando com ele como acredita o dispensacionalismo.

A História da redenção do povo de Deus foi revelada no Éden (Gn 3.15) tem seu desenvolvimento no chamado de Abraão (Gn 17) e atinge seu clímax na morte e ressurreição de Cristo (a aliança da Consumação), a fim de satisfazer a justiça divina, de banir o pecado e misericordiosamente restabelecer a amizade quebrada pelo homem. Assim, Deus revelou de forma tangível seu amor pelos eleitos e confirmou sua herança pelos sinais do pacto.

Dessarte, a Teologia do Pacto mostra o evangelho apresentado no contexto do plano eterno de Deus de salvação e comunhão com seu povo. Além de tudo, é uma hermenêutica segura que aborda o entendimento das Escrituras, explica a unidade da revelação bíblica e aprofunda o nosso entendimento sobre o significado da morte de Cristo (Expiação); da nossa confiança de comunhão com Deus e o desfrutar de suas promessas (segurança); dos sinais e selos das promessas pactuais (Sacramentos) e da história da redenção (Plano unificado da salvação). Esta é a síntese do evangelho da graça de Deus.


Autor: Antonivaldo de Jesus Silva

domingo, 17 de maio de 2015

Socialismo x Cosmovisão Bíblica




O socialismo é a transgressão da lei de Deus. Ele anda na contramão da santa vontade do Senhor. Deturpa e intenta, sempre, solapar os princípios bíblicos. É o inimigo do cristianismo não no que tange apenas ao direito de propriedade, mas sobretudo no ideário político e das relações humanas. O socialismo é um sistema que prega um viver fora da lei, sem regras, sem limites, um estado omisso, conivente e benevolente com os criminosos, quando ao contrário disso, Deus estabeleceu o estado como seu braço vingador (Rm 13. 1-4). O socialismo ainda incentiva o ócio (bolsas esmolas), quando em vez disso, Deus ao criar o homem, deu-lhe um mandado social, o mandado do trabalho: "no suor do teu rosto comerás o teu pão" (Gn 3.19) e mais: "e a diligenciardes a viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos." (1Ts 4.13); "... se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranquilamente comam o seu próprio pão." (2Ts 3.10-12). Ainda podemos colocar na conta do socialismo a destruição de outro mandado social de Deus na criação, a constituição da família: "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gn 2.24); "não adulterarás" (Dt 5.18). A doutrina socialista destrói os bons costumes e a família sob o pretexto de defender todas as famílias (considerando as relações homo afetivas) preconizam uma relação adulterada e espúria que é o homossexualismo, contrariando a ordem natural da criação (macho e fêmea) e da vontade de Deus. Portanto, não há nas Escrituras Sagradas qualquer respaldo para as teorias impuras e destrutivas do socialismo. Nossa cosmovisão, enquanto cristãos, tem de ser exclusiva e genuinamente bíblico-teológica e não socialista e mundana.

Autor: Antonivaldo de Jesus Silva

domingo, 28 de setembro de 2014

VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. ” (Lv 10.1-3)
 
Aquele que descobre o evangelho bíblico tem o papel de re-descobrir com ele a verdadeira adoração bíblica. Devemos remover todos os acréscimos e todo elemento estranho, pois não estão autorizados pela Palavra de Deus que é a nossa regra de fé e prática, o manual do culto e da adoração. Tudo aquilo que não estar autorizado pela Escritura Sagrada e é inserido no culto como elemento dele ou como forma de adoração é fogo estranho aos olhos de Deus. Como pecadores, cuja natureza é caída, estamos mais inclinados a diverti-nos do agradar a Deus. Disso também, decorre o fato de confundirmos entretenimento com evangelismo e esse falso evangelismo com adoração. O significado de ambas as coisas é bem diferente dessas concepções distorcidas. Evangelizar é pregar o Cristo crucificado, confrontando o pecador com a revelação bíblica. É levar ao pecador a mensagem da cruz (1Co 1.18-25). Adoração por sua vez, é prestar ao Deus Supremo a honra, a glória e submissão que lhe é devida. E isso não nos é possível fazer de maneira certa se não conhecemos suficientemente a Deus e a sua Palavra (Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos… João 4:22). Sobre esta regra, Calvino diz: “E é necessário sempre começar com este princípio – conhecer a Deus a quem adoramos... Devemos ter sempre em mente que Deus não pode ser corretamente adorado a menos que Ele seja conhecido”.
 
 
Antonivaldo de Jesus Silva

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dia da Consciência Evangélica: nosso posicionamento bíblico-teológico


POSICIONAMENTO DA IPCJ SOBRE MOVIMENTOS EVANGÉLICOS

 

O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, reunido em Aracruz em 2006, manifestou-se contra o movimento “Marcha pra Jesus”.

“O SC-IPB-2006 RESOLVE: 1.pronunciar-se contrário à participação de seus concílios e membros na “Marcha para Jesus” e movimentos ou eventos de natureza teológica similar; 2. determinar aos concílios e aos pastores que orientem suas igrejas para que não se envolvam em eventos e movimentos dessa natureza; ..."

Com base nesta resolução do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB, a Igreja Presbiteriana Cidade Jardim, igreja federada à IPB através deste ratifica e orienta a seus membros que tal resolução aplica-se ao Evento denominado Dia da Consciência Evangélica, que será realizado no dia 30 de setembro, em nossa cidade. Tais práticas não tem qualquer conformidade com os padrões genuinamente bíblicos e teológicos que a IPB adota.

A nossa igreja é uma denominação de fé reformada. Adotamos a Bíblia como a nossa única e infalível regra de fé e prática e, como símbolos de fé reformados, a Confissão de Fé de Westminster e os Catecismos Maior e Breve. Seguimos aos princípios da Reforma Protestante do sec. XVI, a saber, (SOLA SCRIPTURA; SOLUS CHRISTUS; SOLA GRATIA; SOLA FIDE; SOLI DEO GLORIA), portanto, cremos que, dessa forma, a verdade e os ensinos exarados na Palavra de Deus devem regular tudo em relação ao que cremos e praticamos. Primamos pela ordem no culto, pela fiel pregação do evangelho e pela administração correta dos sacramentos, como marcas da verdadeira igreja. Acreditamos que o culto e a pregação devem ser cristocêntricos, ou seja, centrados tão somente na Pessoa Bendita de Cristo. Rejeitamos qualquer forma de culto ou evangelho centrados no humanismo. De acordo as Escrituras Sagradas, o culto deve ser prestado com decência e ordem e apenas para promover a glória de Deus e não para satisfazer aos anseios e ambições humanos. O culto é para Deus. Assim, percebemos um abismo gigante entre culto (que é o que Deus exige de nós e revela em sua lei, como deve ser feito e o que deve nele ser inserido) e show. Levantamos a bandeira da igreja reformada: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” - “igreja reformada, sempre reformando”, de autoria do reformado holandês Gisbertus Voetius, à época do Sínodo de Dort (1618-1619).

Diante do exposto acima, ratificamos nosso respeito e estima às igrejas e aos irmãos envolvidos no Evento , contudo, afirmamos que a Igreja Presbiteriana Cidade Jardim, à luz da Escritura Sagrada e por sua firmeza doutrinária e teológica, não participa nem orienta seus membros participarem do Movimento do dia 30 de setembro bem como de qualquer outro de natureza semelhante.

 

Em Cristo,

 

Igreja Presbiteriana Cidade Jardim

domingo, 22 de setembro de 2013


AS PROMESSAS DE DEUS: A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA DO A.T.

 

 

Texto Bíblico: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.  (Gn 3.15)

 

A bíblia nos apresenta três virtudes essenciais que o cristão maduro deve possui: amor, fé e esperança. Dessas três, a esperança é a que fundamenta nossa escatologia.

 Quando falamos em escatologia pensamos imediatamente no livro de Apocalipse. Porém, devemos nos lembrar de que a bíblia inteira, desde Genesis é um livro essencialmente escatológico. Na escatologia está baseada esperança do povo de Deus.

A palavra escatologia advém de dois vocábulos gregos, escaton= últimas coisas e logia= estudo, significando, assim estudo das últimas coisas.

Existe uma harmoniosa relação entre criação, redenção e consumação. O propósito de Deus de criar, redimir e salvar um povo será levado à consumação desse propósito.

 É necessário ao crente ter aquela virtude essencial: a esperança (RM 8.24).

Não devemos ficar concentrados em especulações futuristas como fazem os dispensacionalistas que focam sua teologia escatológica no milênio e ignoram o sentido teológico e escatológico do A.T.

Existe uma profunda e harmônica relação entre passado - presente e futuro. Aquilo que Deus prometeu no passado, cumpriu na presente era e o que cumprirá no tempo vindouro. Essa é a real cosmovisão bíblica.

 Aos acontecimentos escatológicos do A.T. Anthony Hoekema chama de escatologia inaugurada.

 

I.                    A PRIMEIRA E BASILAR PROMESSA ESCATOLÓGICA DO A.T.

 

O pecado de Adão e Eva resultou na perda do direito diante de Deus, queda total da humanidade na Graça e sujeição do homem à ira e maldição. Toda a criação foi corrompida pela queda do homem. O pecado do homem afetou a criação. Todavia, os planos de Deus para a humanidade não estavam acabados.

 

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.  (Gn 3.15)

 

Como diz Hoekema “a partir deste ponto, tudo na revelação do A.T. olha para frente, e ansiosamente aguarda o redentor prometido”. Essa promessa-mãe, o Proto-Evangelho norteia toda a esperança escatológica do povo do A.T. Essa promessa deixou o inimigo (Satanás) em polvorosa, atormentado.

Em Apocalipse 12, João descreve esse desespero do inimigo. “Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.”  Nos veros 3 e 4 ele fala de uma mulher que sofre dores de parto. “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.”

Quem é essa mulher? É a igreja. A igreja do A.T e também a igreja do N.T (Ap 12.13-18). A mulher representa Israel que dá a luz ao redentor prometido (Jesus).

Israel sempre esteve na expectativa da vinda do redentor, daquele que viria para libertar o seu povo.

 

Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. (Lc 2.25)

 

Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. (Lc 24.21)

 

Veja os textos bíblicos do A.T que mostram a esperança nessa promessa: (Gn 22.18; 26.4; 28.14; Dt 18.18; Sl 110.4; Is 7.14; Zc 9.9)

Agora vejamos o que diz Gn 49.8-10:

 

Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.

 

 

 

Também em 2Sm 7.12,13 Deus promete a Davi que estabeleceria seu reino para sempre (Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino.  Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.). Segundo Hoekema, “o crente veterotestamentário aguardava um redentor, de maneiras diversas e pelo sentido de várias figuras, que deveria vir em algum tempo futuro para redimir o seu povo e, também para ser a luz dos gentios.”

 

II.                 O DESENVOLVIMENTO ESCATOLÓGICO DO A.T.

 

 

À medida que a história do Pacto vai se desenrolando, a partir da promessa-mãe em Gn 3.15, a escatologia do Antigo Testamento foi sendo desenvolvida no plano da Aliança da seguinte forma:

 

 

 

1). A Promessa da Nova Aliança

 

 Um dos incrementos que foram acrescentados e desenvolvidos na expectativa escatológica de Israel foi a renovação da aliança. Estava prometida uma nova e eterna aliança. Será uma aliança perfeita e que jamais será quebrada.

 

Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. ( Jr 31.31-33)

 

Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. (Is 55.3)

 

2). A Promessa da Restauração de Israel

 

A ideia da aliança tem relação com a restauração da nação de Israel. Primeiro Deus promete formar uma grande nação (Gn 12.1-3), porém, essa nação estava sempre em juízo diante de Deus. Deus já havia previsto que não salvaria toda a nação e sim um remanescente fiel.

Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa semente é o seu toco. (Is 6.13)

Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, o restante se converterá; destruição será determinada, transbordante de justiça. (Is 10.22)

 

Esse remanescente de acordo com o Apóstolo Paulo é a igreja “Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27). Para ele o remanescente é uma parte de Israel que faz parte da Igreja “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11.5) e que diferentemente do que dizem os dispensacionalistas não é possível que todo o Israel seja salvo, caso não se arrependa e seja enxertado - plantado por Deus no novo Israel “Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.” (Rm 11.23).

 

3). A Promessa do Derramamento do Espírito

 

Outra promessa que estava ligada à esperança escatológica de Israel era a promessa do derramamento do Espírito (Is 32.15-17). O profeta Joel foi quem profetizou essa promessa de modo mais claro.

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. (Jl 2.28-31)

 

4). A Promessa do Dia do Senhor

 

O dia do Senhor implica um tipo de socorro divino contra os inimigos, principalmente contra o cativeiro babilônico. Porém o dia do Senhor nas profecias do A.T tem um caráter tanto positivo quanto negativo. O dia do Senhor seria de esperança apenas para o remanescente fiel, mas para os infiéis seria de juízo.

 

Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR! Para que desejais vós o Dia do SENHOR? É dia de trevas e não de luz. (Am 5.18).

 

5). A Promessa do Reino de Deus

 

No A.T a ideia do Reino de Deus estava relacionada à Pessoa do Messias. Com a promessa do Messias vinha a de um reino messiânico (Is 9.6,7; Jr 23.5,6; Dn 2.44). Esse reino será firmado par sempre e jamais será destruído.

 

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. (Dn 7.13,14)

 

   Deus havia feito essa promessa no pacto com Davi (2Sm 7.12,13), porém após a sucessão de Davi o reino de Israel fora dividido em dois: o do norte, Israel com 10 tribos e o do sul, Judá com 2 duas tribos. Mais tarde o reino do norte fora destruído e do sul levado ao cativeiro na Babilônia por 70 anos. A promessa de Deus estende-se mais além do que isso. Ela fala do reino do Messias. Aquilo era apenas a sombra do que haveria de vir.

 

6). A Promessa de Novos Céus e Nova Terra

 

Essa promessa é mais falada por Isaías.

 

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. (Is 65.17)

 

Aqui não temos um lar, uma pátria definitiva. Somos forasteiros e peregrinos (1Pe 1.1). Aguardamos a redenção. A consumação redentiva do plano de Deus. A manifestação da glória, da revelação dos filhos de Deus. Será a redenção não só nossa, mas de toda a criação afetada pelo pecado

A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. (Rm 8.19-25).

 

A glória dessa nova terra será mostrada quando ela será unida a novos céus, quando o tabernáculo de Deus descer do céu, da parte de Deus “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.” (Ap 21.1,2)

 

 

CONCLUSÃO

 

Devemos ver claramente que Deus, o Todo-Poderoso criou todas as coisas com um propósito perfeito e definido.

Deus executou seu proposito perfeitamente na escatologia inaugurada (as promessas e os acontecimentos do A.T.). Há ainda uma escatologia futura, coisas que estarão porvir;

Devemos viver na era presente com temor, santidade e fé expectativa, crendo na promessa de um Deus que não pode mentir e que cumpriu tudo o que havia prometido até aqui sabendo que da mesma forma cumprirá no futuro. Deus cumprirá com todas as promessas do que está por vir (escatologia futura) do mesmo modo em que cumpriu com as promessas do A.T que já forma e estão sendo cumpridas na era presente.

O Apóstolo Pedro nos orienta como deve ser nosso procedimento frente às promessas de Deus para o futuro “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2Pe 3.10-18).

 

 
 

 

RFERÊRENCIAS

 

HANKO, Ronald. Os Novos Céus e a Nova Terra. Disponível em: http://monergismo.com. Acesso em 14 de agosto de 2013.

 

HOEKEMA, Anthony.  A Bíblia e o futuro. São Paulo: Casa Ed. Presbiteriana, 1989.

 

LIMA, Leandro Antonio de. Razão da esperança - Teologia para hoje. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.

 

 

 

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